quinta-feira, fevereiro 05, 2015

Compaixão na carne kosher e halal

Há um ano atrás a Dinamarca baniu a comida kosher e halal por questões relacionadas com o bem estar dos animais: para que a carne de um animal seja considerada kosher ou halal o animal deve estar consciente quando é abatido. A medida foi condenada pela população judaica e islâmica como sendo anti-semítica e islamofóbica, e rapidamente surgiram artigos em defesa dos métodos de morte usados nos matadouros kosher e halal. Num desses artigos pode ler-se: "a compaixão e o bem-estar dos animais são centrais a todo o processo" e "a velocidade e precisão da incisão assegura [a] perda imediata de consciência".

No mês passado o jornal The Telegraph publicou um vídeo gravado pelo grupo Animal Aid, com câmaras escondidas, onde se mostra um desses matadouro e onde se pode ver toda a "compaixão" com a qual os animais são tratados. O vídeo mostra animais a serem aterrorizados, a serem degolados não com um corte "veloz e preciso", mas sim com várias tentativas de corte (cinco num dos casos). Segundo Kate Fowler, da Aniaml Aid, é um dos vídeo com abusos "mais extremos" dos que a organização capturou.

A Halal Food Authority condenou a prática como sendo não representativa dos matadouros halal, e como sendo contrária à lei islâmica. Por outro lado, embora a percentagem de animais mortos em matadouros halal sem atordoamento seja de 20%, este número tem vindo a crescer devido a campanhas feitas por grupos islâmicos.

quinta-feira, junho 20, 2013

Colheitas geneticamente modificadas

Os três principais possíveis problemas com as culturas geneticamente modificadas são: 1) permitir o aparecimento de super ervas daninhas, 2) destruir as populações que vivem da pequena agricultura, e 3) os genes inseridos nas culturas podem passar para outras culturas.

Nas culturas tradicionais, para que o solo não fique desnutrido é feita uma rotação de culturas. As ervas daninhas têm de sofrer com vários tipos de erbicidas, dificultando o aparecimento de mutações que as tornem resistentes. Mas, embora improvável, essas mutações acontecem, como com as ervas daninhas resistentes aos inibidores de acetolactato sintase, e às triazinas. O glifosato é um herbicida menos poluente que os anteriores, e que mata qualquer tipo de planta, excepto as que contêm um gene que as torna imunes. Esse gene foi isolado e inserido noutras plantas, tornando-as resistentes ao glifosato. Isso permitiu que fosse apenas usado esse tipo de herbicida, e nenhuma erva daninha sobrevivesse. Até que apareceram ervas daninhas resistentes ao glifosato. O único remédio é começar a usar outros químicos juntamente com o glifosato, ou arranjar outros tipos de colheitas geneticamente modificadas. Por isso, sim, é verdade que as colheitas geneticamente modificadas permitem o aparecimento de super ervas daninhas.

As colheitas geneticamente modificadas permitem aumentar a produção em mais de 50%, aumentando o lucro quer dos grandes, quer dos pequenos produtores. Embora em alguns países, como a Índia o número de suicídio entre os agricultores tenha aumentado desde a introdução de culturas geneticamente modificadas, trata-se de uma correlação onde não foi possível identificar qualquer relação. O máximo que ser pode dizer é que ainda é cedo para perceber qual a relação entre benefícios e malefícios, mas os melhores e mais recentes estudos indicam que a balança pende para o lado dos benefícios.

Surgiu a notícia que no México apareceu no milho não modificado genes de milho geneticamente modificado dois Estados Unidos da América. Estudos posteriores foram inconclusivos, alguns encontraram o gene nas colheitas outros não. Não se sabe ao certo se a passagem se pode dar ou não. De qualquer modo, mesmo que a passagem ocorra isso não é necessariamente mau, pois melhora as suas capacidades de resistir a pragas.

No final, embora ainda muito se possa vir a descobrir, não parece que as culturas geneticamente modificadas sejam infalíveis, mas também não parece haver motivos para a sua vilificação.

Para saber mais veja este artigo.

sábado, maio 04, 2013

Cif pouco limpo...

Então o anúncio é mais ou menos assim: o reino precisa de limpeza urgente, até que chega um esplendoroso cavaleiro com um segredo na manga! Nota-se que este cavaleiro percebe mesmo de limpeza. Por isso só pode ser... uma mulher???

É só de mim ou o anúncio é um bocadinho sexista?

quinta-feira, janeiro 10, 2013

Street Fight

As regras na rua são outras...


Entrevista extraída do livro «Dead Or Alive» de Geoff Thompson (pag. 196-199, tradução livre):

«Nev e Steve estão nos seus vinte e poucos anos e fazem parte de um gangue infame de Coventry. Alguns dos detalhes foram alterados, a pedido deles, para proteger a sua identidade. Eles não estão reabilitados e ainda estão a monte.

Entrevistador: Por que é que lutas com pessoas, Steve?
Steve: Eu gosto de uma briga. Especialmente ao fim de semana, depois de sair do pub.
Nev: [risos] ou no pub.

Ent: Podes dar-ma um exemplo de um incidente?
Steve: Sim, estávamos a apanhar uma prostituta depois do pub, éramos cerca de seis, quando vimos um homem com a sua mulher. Ela era bastante boa, então eu gritei, 'Põe as tuas mamas para fora. [risos]. Nós todos começámos a rir. Mas o gajo que ia com ela não ficou muito contente. Eu acho que ele ia dizer alguma coisa, mas a mulher puxou-o para longe. Eu sabia que ele estava a ficar nervoso, então pensei em irritá-lo mais um pouco. Podia deixar as coisas por ali, mas os rapazes estavam a espicaçar-me. Então gritei 'Covarde de merda, a tua mulher luta todas as tuas batalhas, não é?' Isso atingiu-o e ele gritou 'Qual é o teu problema?' Eu podia ver que ele não queria realmente lutar, só não queria parecer um idiota na frente da patroa, montes de gajos são assim. De qualquer forma, todos nós corremos para ele, a mulher estava a tentar puxá-lo para longe, mas ele não deixou. Nós todos cercámo-los e eu disse,'Queres porrada, então?' Ele tentou-me dizer que eu não devia falar com uma mulher assim, e eu disse,'Que é que interessa, ela é apenas uma escória de merda.' Ele começou a ficar com raiva de novo, então eu gritei: 'VAMOS LÁ ENTÃO. VAMOS A ISSO! VAMOS!' Por essa altura eu estava com a minha cara encostada à dele, ele parecia que se ia borrar todo, então gritei-lhe bem na cara, 'ANDA! ANDA, VAMOS LÁ, seu merdas! E mandei-lhe uma cabeçada. Conforme ele caiu no chão, nós fomos todos em cima dele. A gaja tentou impedir-nos mas um dos rapazes deu-lhe também na cara. Vaca estúpida. Eu disse-lhe 'Sai-me da frente, saco de bosta.' Então chutámos o gajo até lhe saltarem as peças. Paneleiro. Mereceu tudo o que recebeu.

Ent: Por que é que o escolheste como vítima?
Nev: Ele estava lá, cheio de confiança.
Steve: E também estava a olhar para nós, como se fossemos uma merda.

Ent: O que queres dizer?
Nev: Ele devia ter ficado com a boca fechada e nós não o tinha-mos incomodado.

Ent: Tu lutas com toda a gente que passa por ti na rua?
Steve: Não, não com todos, nós temos de estar de bom humor.

Ent: Queres dizer que tens de ter bebido?
Steve: Não, não foi isso que eu disse.

Ent: Mas normalmente bebes primeiro?
Steve: Sim, acho que sim.

Ent: O que é que ele poderia ter feito para evitar o incidente contigo?
Nev: [risos] Viver numa cidade diferente. Não, olha, a sério, ele devia apenas afastar-se e manter a boca fechada, e olhar por ele abaixo.
Steve: Nós estávamos apenas na brincadeira, as pessoas levam tudo muito a sério. Se elas não nos derem conversa, então há grandes hipóteses de nós não lhes passarmos cartão.

Ent: O que é que tu farias se alguém insultasse a tua namorada?
Steve & Nev: Ninguém se atrevia, eles sabem o que ia acontecer.

Ent: Então, vocês são apenas rufias?
Steve & Nev: [ofendidos] De modo algum, nós lutámos com qualquer um, nós não intimidámos. Olha, se tu vives em Wood End, então é apenas assim que as coisas são, se alguém grita contigo ou com a tua senhora, tu não dizes nada de volta, a menos que estejas preparado para o que vem a seguir. Ele não estava, então levou algumas. Fim de história! É assim. Nesta terra é assim. Se ele não se queria arrepender devia ter engolido e recuado.

Ent: Conta-me sobre outro incidente, Steve.
Nev: Conta-lhe sobre o gajo que mandaste para o hospital. O que estava a olhar para ti.
Steve: Ah, sim. O idiota. Eu estava a cuidar da minha vida no bar e este tipo grande estava a olhar fixamente para mim, eu já estava de mau humor, porque o dinheiro do subsídio tinha acabado. Eu olhei para ele e disse 'Estás a olhar para onde, saco de vómito?' Ele disse que não estava a olhar para mim, mas de forma agressiva, então eu caminhei até ele e perguntei-lhe novamente para onde estava a olhar. Ele praguejou e disse que não estava a olhar, apenas pensou que me conhecia de algum lado. Eu disse que se ele queria porrada íamos até lá fora. Quando ele se ia a levantar, eu enfiei-lhe o meu copo pela cara dentro. Ele apagou logo.
Nev: [obviamente impressionado] Ele esteve montes de tempo no hospital.
Steve: A culpa é dele, não se devia ter armado.

Ent: Ouvi dizer que esfaqueaste um tipo no mesmo bar, Steve.
Steve: Ah, sim. Também já ouviste a história? Esse foi o barman. Ele acusou-me à polícia por causa do ataque com o copo, por isso também tinha de ter a parte dele. Eu ouvi dizer que ele sabia artes marciais, por isso não corri riscos. Eu entrei no bar no início da manhã, enquanto estava tudo tranquilo, e com poucas testemunhas. Quando ele me viu disse que eu estava proibido de entrar, mas eu disse: 'Meu, eu não quero problemas contigo, eu sei que sabes lutar, eu só quero dizer-te que não há ressentimentos da minha parte, vamos dar um aperto de mão.' E o camelo caiu. No instante em que ele agarrou a minha mão direita, eu puxei-o com força e esfaqueei-o mesmo nos rins. Ele caiu como um saco de merda. Mandei-lhe uns biqueiros e fui-me embora.

Ent: Por que achas que ele caiu na cantiga?
Steve: Não sabia como as coisas são. A maioria destes combatentes treinados são todos iguais. Só sabem bater em sacos. [ambos riem]

Ent: Se tu és um lutador tão bom, por que não fizeste uma luta justa com ele?
Steve: Foi uma luta justa. De onde viemos, aquilo era uma luta justa. Só porque não seguimos as regras de Queensberry  não quer dizer que não tenha sido justo. Tu percebes o que estou a dizer. A única pessoa culpada foi o idiota que eu esfaqueei, ele deveria saber as regras. Quer dizer, o que diabo é ele faz em Wood End se não sabe as regras. Talvez agora ele as aprenda.

Eu: Como escondeste a faca?
Steve: Eu meti-a na palma da minha mão e segurei-a contra a minha perna assim [demonstra]. De qualquer maneira ele ficou tão contente quando eu disse que não queria lutar, que não estava à procura de nenhuma arma. Todos eles caem.

Ent: Já tinhas feito isso antes?
Steve: Sim. Um monte de vezes. Nem sempre com uma faca, às vezes com um copo ou uma garrafa. Todos pensam nas regras de Queensberry. Que se lixe Queensberry, já está morto há cerca de cem anos. Eu não sigo as regras, eu só faço o que funciona. [ambos riem novamente]

Ent: O que farias contra alguém como você?
Steve & Nev: [rindo] Fugia.
Steve: A principal coisa é que eu não iria deixá-lo chegar perto de mim, ninguém chega perto de mim. E não acredito em nada do que me dizem, especialmente se dizem que não querem lutar. Se eles dizem que não querem problemas e se afastam, tudo bem, mas se eles dizem que não querem problemas e tentar chegar-se mais perto, então vai haver problemas. Especialmente os que tentam tocar-te, tu sabes, colocar o braço à tua volta como se fossem teus camaradas. Esses são os piores. Ah, e nunca dar apertos de mão a nenhum deles. É o truque mais velho do livro, mas caem todos nele. O Ben faz isso [falando para o Nev], dá-lhes um aperto de mãos e manda-lhes uma cabeçada. Não confies em ninguém.

Ent: Obrigado pelo vosso tempo.»

terça-feira, junho 07, 2011

Perfeito!!!

Como tratar uma doença que não existe? Com um medicamento que não existe...

Na Alemanha, os Doutores Católicos estão a «tratar» a homossexualidade com «medicamentos» homeopáticos!


terça-feira, abril 19, 2011

Piss Christ Destruído...

Qualquer obra de arte deve viver envolta em polémica. E sendo acima de tudo uma forma de expressão, a arte deve ser exercida livremente.
Em 2001 os talibans destruíram os Budas de Bamiyan por os considerarem ídolos. Num acto menos ousado, um grupo de cristãos destruiu este domingo, numa exposição em França, a obra de Andres Serrano, Piss Christ!

terça-feira, abril 05, 2011

Livros queimados...

As pessoas que me conhecem sabem que não há muitas coisas que eu goste mais do que os meus livros. Escusado será dizer que nunca me passaria pela cabeça queimar qualquer um deles! O reverendo Terry Jones não é da mesma opinião: ele achou que tinha um bom motivo para queimar um dos seus livros.

O Alcorão é considerado sagrado para os islamitas, pois acreditam ser a palavra de Deus revelada a Maomé. Não gostam, portanto, de o ver a ser queimado, seja por que motivo for.

Temos então duas opiniões diferentes, o que pode (e deve) levar a discussões saudáveis (sobre o valor dos livros, sobre o poder da palavra escrita, sobre a possibilidade de grelhar um hambúrguer usando apenas livros como fonte de calor, etc.) O que nunca se deve perder de vista é a liberdade de cada um ter a sua opinião, e o direito de se desfazer dos seus bens da forma que lhe apetecer (desde que não entre em conflito com as liberdades dos outros.)

Em setembro último, Terry Jones ameaçou queimar um exemplar do Alcorão como protesto contra a construção de uma mesquita junto ao local onde se situavam as torres gémeas do World Trade Center, mas foi dissuadido de o fazer. Contou para isso um telefonema do Secretário da Defesa Robert Gates. Ele prometeu não queimar o livro, mas quebrou a sua promessa no dia 20 de março, querendo com isso chamar a atenção para o que ele diz ser um «livro perigoso».

Há já aqui alguns problemas. Primeiro, o fato de Terry Jones querer queimar um livro com o intuito de provocar outras pessoas não é algo que se deva elogiar, mas o real problema é o fato de ele saber que ao queimar o livro iria provocar reações violentas noutras pessoas. Isto é, o fato de alguém achar que deve reagir com violência quando um livro é maltratado. O outro problema, tão grave quanto o primeiro, é o fato de um governo de um país democrático e livre preferir que um dos seus cidadãos se abstenha de se expressar, a lutar para que ele tenha esse direito.

O ato de Terry Jones não foi muito publicitado pela imprensa internacional, mas Hamid Karzai achou que não devia cair em esquecimento, e exigiu que fosse denunciado pelo governo americano como «um ato de extrema intolerância e fanatismo». Como resultado uma multidão enraivecida atacou um edifício da ONU no Afeganistão. A revolta já levou à morte de 12 pessoas.

Não creio que seja preciso falar sobre o problema de matar pessoas por causa de um livro queimado.
Já o problema de um país ter como presidente alguém que se comporta como um Taliban, presidente esse do qual era esperado que alterasse o modelo governamental de um país anteriormente governado por talibans, é algo que não devemos esquecer.
Mais um para a lista negra!

terça-feira, março 01, 2011

Mortalidade infantil!

No mundo morrem por dia 22 mil crianças com menos de 5 anos. Nem sempre é fácil digerir grandes números, por isso aqui fica uma ajuda: o tsunami de 2004 matou 230 mil pessoas. Isto significa que o número de crianças que morre no mundo é aproximadamente equivalente ao número de crianças que morreria se houvesse um tsunami a cada 10 dias, que só matasse crianças até aos 5 anos! Só no tempo que demorou a ler este texto morreram cerca de 150 crianças...

terça-feira, janeiro 25, 2011

Relativismo moral!

No livro «The blank slate», Steven Pinker apresenta esta citação do antropologista Donald Symons (tradução livre):

Se apenas uma pessoa em todo o mundo segurasse uma pequena menina aterrorizada, debatendo-se e aos gritos, lhe cortasse os genitais com uma lâmina séptica e a cozesse de novo deixando apenas um pequeno buraco para urina e fluxo menstrual, a única pergunta seria o quão severamente essa pessoa deveria ser castigada e se a pena de morte seria sanção suficiente. Mas quando milhões de pessoas o fazem, ao invés da enormidade ser magnificada milhões de vezes, de repente torna-se «cultura» e por isso, como que por magia torna-se menos, ao invés de mais horrível, e é até defendida por alguns «moralistas» ocidentais, incluindo feministas.

sábado, janeiro 08, 2011

Mais um...

O Paquistão tem uma lei anti-blasfémia. A lei prevê prisão perpétua para quem diga mal do Corão, e pena de morte para quem difame ou insulte o profeta Maomé. Um exemplo da aplicação dessa lei é o caso de Asia Bibi: em Junho de 2009, Asia Bibi, uma paquistanesa cristã, foi acusada de ter insultado o profeta Maomé durante uma discussão com outros paquistaneses (a sua sentença foi baseada na palavra de testemunhas que a denunciaram a um clérigo muçulmano que por sua vez a denunciou à polícia.) Foi acusada de blasfémia, e condenada à morte por enforcamento. De notar ainda que, no seguimento da discussão que teve, uma multidão enfurecida entrou em sua casa e espancou-a juntamente com a sua família.
No momento está em discussão a alteração dessa lei, mas muita gente não vê essa alteração com bons olhos. Alguns grupos religiosos até entraram em greve como forma de protesto, para tentar que a lei se mantenha tal como está.
Salmaan Taseer, governador da província de Punjab, era um dos defensores da emenda à lei, que previa o aumento das atenuantes e a exclusão da pena de morte. Era, mas já não é: foi morto por um dos seus guarda-costas com 27 tiros de AK-47 no dia 4 de Janeiro.

terça-feira, dezembro 14, 2010

Cartões de Visita e... blasfémia!

No Paquistão, um médico foi preso por suspeita de blasfémia. Infelizmente já estamos habituados a esse tipo de acusações em países muçulmanos. O que esta acusação tem de novo é que o doutor Naushad Valiyani não proferiu palavras contra ninguém, nem contra nenhuma religião... Nem sequer escreveu nada... Nem desenhou... Na passada sexta-feira ele atirou um cartão de visita para o chão: um cartão de um representante de uma companhia farmacêutica. Confusos? É que o nome do representante é Muhammad Faizan! Ao atirar o cartão fora, o médico atirou para o chão um cartão com o nome do profeta! Agora está preso. No Paquistão a pena para quem blasfema é a morte. Embora na maioria dos casos nunca chegue a ser consumada (a pena é atenuada depois de alguns recursos), por ano morrem dezenas de pessoas acusadas de blasfémia no Paquistão.