Ops...
terça-feira, outubro 02, 2012
quarta-feira, maio 16, 2012
terça-feira, junho 07, 2011
Perfeito!!!
Como tratar uma doença que não existe? Com um medicamento que não existe...
Na Alemanha, os Doutores Católicos estão a «tratar» a homossexualidade com «medicamentos» homeopáticos!
Na Alemanha, os Doutores Católicos estão a «tratar» a homossexualidade com «medicamentos» homeopáticos!
terça-feira, abril 19, 2011
Piss Christ Destruído...
Qualquer obra de arte deve viver envolta em polémica. E sendo acima de tudo uma forma de expressão, a arte deve ser exercida livremente.
Em 2001 os talibans destruíram os Budas de Bamiyan por os considerarem ídolos. Num acto menos ousado, um grupo de cristãos destruiu este domingo, numa exposição em França, a obra de Andres Serrano, Piss Christ!
Em 2001 os talibans destruíram os Budas de Bamiyan por os considerarem ídolos. Num acto menos ousado, um grupo de cristãos destruiu este domingo, numa exposição em França, a obra de Andres Serrano, Piss Christ!

quinta-feira, abril 07, 2011
terça-feira, abril 05, 2011
Livros queimados...
As pessoas que me conhecem sabem que não há muitas coisas que eu goste mais do que os meus livros. Escusado será dizer que nunca me passaria pela cabeça queimar qualquer um deles! O reverendo Terry Jones não é da mesma opinião: ele achou que tinha um bom motivo para queimar um dos seus livros.
O Alcorão é considerado sagrado para os islamitas, pois acreditam ser a palavra de Deus revelada a Maomé. Não gostam, portanto, de o ver a ser queimado, seja por que motivo for.
Temos então duas opiniões diferentes, o que pode (e deve) levar a discussões saudáveis (sobre o valor dos livros, sobre o poder da palavra escrita, sobre a possibilidade de grelhar um hambúrguer usando apenas livros como fonte de calor, etc.) O que nunca se deve perder de vista é a liberdade de cada um ter a sua opinião, e o direito de se desfazer dos seus bens da forma que lhe apetecer (desde que não entre em conflito com as liberdades dos outros.)
Em setembro último, Terry Jones ameaçou queimar um exemplar do Alcorão como protesto contra a construção de uma mesquita junto ao local onde se situavam as torres gémeas do World Trade Center, mas foi dissuadido de o fazer. Contou para isso um telefonema do Secretário da Defesa Robert Gates. Ele prometeu não queimar o livro, mas quebrou a sua promessa no dia 20 de março, querendo com isso chamar a atenção para o que ele diz ser um «livro perigoso».
Há já aqui alguns problemas. Primeiro, o fato de Terry Jones querer queimar um livro com o intuito de provocar outras pessoas não é algo que se deva elogiar, mas o real problema é o fato de ele saber que ao queimar o livro iria provocar reações violentas noutras pessoas. Isto é, o fato de alguém achar que deve reagir com violência quando um livro é maltratado. O outro problema, tão grave quanto o primeiro, é o fato de um governo de um país democrático e livre preferir que um dos seus cidadãos se abstenha de se expressar, a lutar para que ele tenha esse direito.
O ato de Terry Jones não foi muito publicitado pela imprensa internacional, mas Hamid Karzai achou que não devia cair em esquecimento, e exigiu que fosse denunciado pelo governo americano como «um ato de extrema intolerância e fanatismo». Como resultado uma multidão enraivecida atacou um edifício da ONU no Afeganistão. A revolta já levou à morte de 12 pessoas.
Não creio que seja preciso falar sobre o problema de matar pessoas por causa de um livro queimado.
Já o problema de um país ter como presidente alguém que se comporta como um Taliban, presidente esse do qual era esperado que alterasse o modelo governamental de um país anteriormente governado por talibans, é algo que não devemos esquecer.
Mais um para a lista negra!
O Alcorão é considerado sagrado para os islamitas, pois acreditam ser a palavra de Deus revelada a Maomé. Não gostam, portanto, de o ver a ser queimado, seja por que motivo for.
Temos então duas opiniões diferentes, o que pode (e deve) levar a discussões saudáveis (sobre o valor dos livros, sobre o poder da palavra escrita, sobre a possibilidade de grelhar um hambúrguer usando apenas livros como fonte de calor, etc.) O que nunca se deve perder de vista é a liberdade de cada um ter a sua opinião, e o direito de se desfazer dos seus bens da forma que lhe apetecer (desde que não entre em conflito com as liberdades dos outros.)
Em setembro último, Terry Jones ameaçou queimar um exemplar do Alcorão como protesto contra a construção de uma mesquita junto ao local onde se situavam as torres gémeas do World Trade Center, mas foi dissuadido de o fazer. Contou para isso um telefonema do Secretário da Defesa Robert Gates. Ele prometeu não queimar o livro, mas quebrou a sua promessa no dia 20 de março, querendo com isso chamar a atenção para o que ele diz ser um «livro perigoso».
Há já aqui alguns problemas. Primeiro, o fato de Terry Jones querer queimar um livro com o intuito de provocar outras pessoas não é algo que se deva elogiar, mas o real problema é o fato de ele saber que ao queimar o livro iria provocar reações violentas noutras pessoas. Isto é, o fato de alguém achar que deve reagir com violência quando um livro é maltratado. O outro problema, tão grave quanto o primeiro, é o fato de um governo de um país democrático e livre preferir que um dos seus cidadãos se abstenha de se expressar, a lutar para que ele tenha esse direito.
O ato de Terry Jones não foi muito publicitado pela imprensa internacional, mas Hamid Karzai achou que não devia cair em esquecimento, e exigiu que fosse denunciado pelo governo americano como «um ato de extrema intolerância e fanatismo». Como resultado uma multidão enraivecida atacou um edifício da ONU no Afeganistão. A revolta já levou à morte de 12 pessoas.
Não creio que seja preciso falar sobre o problema de matar pessoas por causa de um livro queimado.
Já o problema de um país ter como presidente alguém que se comporta como um Taliban, presidente esse do qual era esperado que alterasse o modelo governamental de um país anteriormente governado por talibans, é algo que não devemos esquecer.
Mais um para a lista negra!
terça-feira, março 01, 2011
Mortalidade infantil!
No mundo morrem por dia 22 mil crianças com menos de 5 anos. Nem sempre é fácil digerir grandes números, por isso aqui fica uma ajuda: o tsunami de 2004 matou 230 mil pessoas. Isto significa que o número de crianças que morre no mundo é aproximadamente equivalente ao número de crianças que morreria se houvesse um tsunami a cada 10 dias, que só matasse crianças até aos 5 anos! Só no tempo que demorou a ler este texto morreram cerca de 150 crianças...
domingo, fevereiro 20, 2011
sábado, fevereiro 19, 2011
quinta-feira, fevereiro 17, 2011
domingo, fevereiro 06, 2011
terça-feira, janeiro 25, 2011
Relativismo moral!
No livro «The blank slate», Steven Pinker apresenta esta citação do antropologista Donald Symons (tradução livre):
Se apenas uma pessoa em todo o mundo segurasse uma pequena menina aterrorizada, debatendo-se e aos gritos, lhe cortasse os genitais com uma lâmina séptica e a cozesse de novo deixando apenas um pequeno buraco para urina e fluxo menstrual, a única pergunta seria o quão severamente essa pessoa deveria ser castigada e se a pena de morte seria sanção suficiente. Mas quando milhões de pessoas o fazem, ao invés da enormidade ser magnificada milhões de vezes, de repente torna-se «cultura» e por isso, como que por magia torna-se menos, ao invés de mais horrível, e é até defendida por alguns «moralistas» ocidentais, incluindo feministas.
Se apenas uma pessoa em todo o mundo segurasse uma pequena menina aterrorizada, debatendo-se e aos gritos, lhe cortasse os genitais com uma lâmina séptica e a cozesse de novo deixando apenas um pequeno buraco para urina e fluxo menstrual, a única pergunta seria o quão severamente essa pessoa deveria ser castigada e se a pena de morte seria sanção suficiente. Mas quando milhões de pessoas o fazem, ao invés da enormidade ser magnificada milhões de vezes, de repente torna-se «cultura» e por isso, como que por magia torna-se menos, ao invés de mais horrível, e é até defendida por alguns «moralistas» ocidentais, incluindo feministas.
quarta-feira, janeiro 19, 2011
sábado, janeiro 08, 2011
Mais um...
O Paquistão tem uma lei anti-blasfémia. A lei prevê prisão perpétua para quem diga mal do Corão, e pena de morte para quem difame ou insulte o profeta Maomé. Um exemplo da aplicação dessa lei é o caso de Asia Bibi: em Junho de 2009, Asia Bibi, uma paquistanesa cristã, foi acusada de ter insultado o profeta Maomé durante uma discussão com outros paquistaneses (a sua sentença foi baseada na palavra de testemunhas que a denunciaram a um clérigo muçulmano que por sua vez a denunciou à polícia.) Foi acusada de blasfémia, e condenada à morte por enforcamento. De notar ainda que, no seguimento da discussão que teve, uma multidão enfurecida entrou em sua casa e espancou-a juntamente com a sua família.
No momento está em discussão a alteração dessa lei, mas muita gente não vê essa alteração com bons olhos. Alguns grupos religiosos até entraram em greve como forma de protesto, para tentar que a lei se mantenha tal como está.
Salmaan Taseer, governador da província de Punjab, era um dos defensores da emenda à lei, que previa o aumento das atenuantes e a exclusão da pena de morte. Era, mas já não é: foi morto por um dos seus guarda-costas com 27 tiros de AK-47 no dia 4 de Janeiro.
No momento está em discussão a alteração dessa lei, mas muita gente não vê essa alteração com bons olhos. Alguns grupos religiosos até entraram em greve como forma de protesto, para tentar que a lei se mantenha tal como está.
Salmaan Taseer, governador da província de Punjab, era um dos defensores da emenda à lei, que previa o aumento das atenuantes e a exclusão da pena de morte. Era, mas já não é: foi morto por um dos seus guarda-costas com 27 tiros de AK-47 no dia 4 de Janeiro.
quinta-feira, dezembro 23, 2010
terça-feira, dezembro 14, 2010
Cartões de Visita e... blasfémia!
No Paquistão, um médico foi preso por suspeita de blasfémia. Infelizmente já estamos habituados a esse tipo de acusações em países muçulmanos. O que esta acusação tem de novo é que o doutor Naushad Valiyani não proferiu palavras contra ninguém, nem contra nenhuma religião... Nem sequer escreveu nada... Nem desenhou... Na passada sexta-feira ele atirou um cartão de visita para o chão: um cartão de um representante de uma companhia farmacêutica. Confusos? É que o nome do representante é Muhammad Faizan! Ao atirar o cartão fora, o médico atirou para o chão um cartão com o nome do profeta! Agora está preso. No Paquistão a pena para quem blasfema é a morte. Embora na maioria dos casos nunca chegue a ser consumada (a pena é atenuada depois de alguns recursos), por ano morrem dezenas de pessoas acusadas de blasfémia no Paquistão.
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Anticristo, de Lars von Trier

Como me identifiquei inteiramente com este comentário (que li, no fim de ver o filme), e dificilmente eu descreveria melhor o que senti ao ver o filme, aqui vai uma transcrição do mesmo:
This movie drained me...
Without a doubt the most unpleasant and despairing movie I've ever watched. It's not just the graphic imagery that got to me, but the overall tone of the movie was incredibly dreadful and you could almost feel a presence of some sort of "evil".
This is a hard movie to review. It crosses all barriers when it comes to movie making...ALL. It makes you question yourself about what art is and if there's anything as going "too far"?
But don't dismiss this. It's certainly much more than just being graphic for the sake of it. First off, the cinematography is absolutely flawless. The opening scene had me in absolute awe. Beautiful... And my deepest respect to Willem Dafoe and Charlotte Gainsburg. I could only imagine how much this would drain the actors both mentally and physically. They are amazing and deserve Oscars.
I have to mention the violence too, since it's a critical aspect. This isn't "torture porn" of any kind. It's natural (it's looks almost too realistic), physical sexual violence. That's why it works so effective on the audience. You can almost feel their pain. Never before have I watched a movie where I felt the urge to look away. You would think that, in the end, all this violence and self molestation is just a shock tactic, but I assure you it's not. There is actually a plot and a sensible progression of the movie. I of course won't say too much. People need to see it.
I can understand why some people wouldn't like it, and that's okay. This is most definitely not for everyone.
It may not be a movie that made me feel good, but it made feel something and had an effect on me. It's beautiful, sad, poetic, horrific and in the end, oddly uplifting. A genre masterpiece.
A must see.
sexta-feira, novembro 12, 2010
terça-feira, novembro 09, 2010
Feliz aniversário, Carl Sagan!
Todos nós que nos maravilhámos nas tuas palavras sentimos a tua falta!
Maravilhei-me a ver 'Cosmos', li com avidez 'Pale Blue Dot', mas foi a sua obra 'Um Mundo Infestado de Demónios: a ciência como uma luz na escuridão' que mais influenciou a minha visão do Mundo.
Obrigado!
Maravilhei-me a ver 'Cosmos', li com avidez 'Pale Blue Dot', mas foi a sua obra 'Um Mundo Infestado de Demónios: a ciência como uma luz na escuridão' que mais influenciou a minha visão do Mundo.
Obrigado!
segunda-feira, outubro 11, 2010
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