quarta-feira, março 31, 2010

Mais do mesmo...

A igreja católica, a qual muitas pessoas pensam ser a base dos seus valores morais, defende que um pedófilo, se for padre, deve ser protegido e todas as provas do crime por este cometido devem ser mantidas em segrego, sob a pena de excomunhão para quem não o faça. Isto porque, mais importante do que, em nome da vitima, ser feita justiça, nos tribunais civis, está o juramento de proteger a instituição a que pertencem, a igreja, de qualquer escândalo.
A homossexualidade não é considerada pecado… a não ser que os homossexuais a pratiquem, a homossexualidade não é pecado, mas as práticas homossexuais são. Logo, casar também não é permitido entre pessoas do mesmo sexo, nem pela igreja nem pelo civil, porque casar tem por fim a procriação e, como sabemos, duas pessoas do mesmo sexo não o podem fazer, aliás, não podem fazer sexo sequer, é pecado. Isto porque… Deus disse? Mas que Deus preconceituoso e homofóbico.

terça-feira, março 23, 2010

Formas originais de assegurar a descendência!

Lagarta da couve:

. Após a fecundação o macho pulveriza a fêmea com um anti-afrodisíaco que impede que esta seja fecundada por outros, e que permanece até os ovos fecundados serem depositados. Deste modo o macho assegura a sua descendência e os restantes machos evitam gastar o seu esperma numa fêmea já fecundada por outro.

Elefante marinho:

. Nesta espécie os machos dominantes chegam a acasalar com 20 a 40 fêmeas, no entanto os machos mais fracos necessitam aguçar o seu engenho para acasalar. Estes fazem-se passar por fêmeas de modo a entrar no território do macho dominante, e quando o apanham distraído, acasalam com uma fêmea do seu harém.

Pássaros jardineiros:

. De modo a seduzir a fêmea para consumar a cópula, estes pássaros constroem uma espécie de cabana no solo com cerca de um metro de altura, que é precedida por uma caminho que o macho decora minuciosamente com flores, vermes, conchas, penas e pedaços de vidro e plástico. Alguns chegam mesmo a pintar as paredes de vermelho, com uma mistura de saliva e corantes naturais.

Peixe eléctrico:

. O macho chama atenção da fêmea com pequenas descargas eléctricas, específicas da sua espécie quanto à frequência e intervalo entre descargas, que permitem ainda distinguir cada individuo do resto do grupo. O inconveniente é que não chama atenção apenas da fêmea, mas é também percebido por perigosos predadores eléctricos.

Mosca escorpião:

. A fêmea escolhe para acasalar, o macho que lhe trouxer o manjar mais apetitoso, isto é, o mais nutritivo, e com dimensões e peso aceitável. Bem, diga-se que elas são bastante exigentes: apenas aceitam um em cada dez pretendentes, o que leva os machos, já sem paciência, a acabar por tomar a fêmea à força.

sábado, março 13, 2010

Viver no espaço

O ser humano tem de enfrentar curiosos desafios para permanecer no espaço. As incomodativas náuseas e as dores de cabeça são apenas pormenores quando há dificuldade em localizar braços e pernas. Se estás insatisfeito com a tua baixa estatura,tens sempre a opção de mudar-te para o espaço, isto porque a falta de pressão sobre a espinha dorsal, devido à ausência de gravidade faz com que a estatura aumente cinco centímetros. Se não suportas o ressonar do teu companheiro de quarto, tens um bom remédio... manda-o para o espaço, literalmente, é que lá o ressonar desaparece. À mesa, o sal e a pimenta são servidos em estado líquido, e a massa é consumida aguada, por isso esquece os planos da esparguete com carne picada para os amigos. Se tens problemas em adormecer, vai-te ser ainda mais difícil em órbita baixa, pois o sol nasce e poe-se a cada noventa minutos. Bem, de volta à terra lembra-te, se largares o garfo, ele cai, o que é chato, mas sempre podes comer esparguete.

7 Curiosidades sobre animais

1. Os cães percebem que o que os seus congéneres que vêem na televisão, assim como as suas imagens reflexas no espelho não são reais. Porem, a sua inteligência só é ultrapassada pela sua curiosidade, que os leva a brincar e ladrar com essas figuras, principalmente os mais jovens e de feitio mais irrequieto.

2. Além dos seres humanos, apenas os orangotangos tem a capacidade de rir. Este tipo de comportamento contagioso, desencadeador de empatia depende do grau de parentesco ou amizade entre os símios.

3. Os golfinhos-roaz recorrem a nomes próprios para comunicarem entre si. Um recente estudo demonstrou que há uma identificação inequívoca entre determinado som emitido e um individuo.

4. A imagem mais comum acerca das aranhas é a de um animal solitário, territorial e agressivo com a sua própria espécie. No entanto, algumas variedades de aranhas desenvolvem um comportamento social e colaboram para construir teias apertadas e finas que podem atingir áreas de centenas de metros quadrados.

5. As zebras são pretas com riscas brancas, assim como a maioria dos mamíferos, que se apresenta predominantemente de pelagem escura. Isto devido à acção da melanina; no caso dos albinos produz-se uma inibição total da síntese desse pigmento. As riscas brancas que estes equídeos africanos possuem encontram-se latentes, em cavalos e asnos, como mostram experiências de hibridação. Actualmente pensa-se que adquiriram o seu aspecto característico em climas tropicais, onde vivem em manadas muito grandes, de forma a facilitar o reconhecimento individual, uma vez que não encontramos duas zebras iguais.

6. O ser humano necessita de 8 horas de sono. Os ratos, a preguiça e o gambá necessitam de dormir mais ou menos 20 horas. Um gato ou cão, entre 10 a 13 horas. A ovelha fica-se pelas 4 horas, enquanto que o cavalo e a girafa necessitam de 2 a 3 horas de sono.

7. Os elefantes comunicam com os seus semelhantes através de ondas sísmicas: quando um elefante pisa o solo, os outros elefantes sentem-no. Este conjunto de sinais sísmicos altamente desenvolvidos podem viajar mais de 30 quilómetros pelo solo. Permitem advertir os outros da presença de predadores, ajudá-los a encontrar semelhantes, dirigi-los para a comida, ou encontrar água.

quarta-feira, março 03, 2010

Casamento Homossexual e Adopção

Esta semana na revista "Activa" (não, eu não comprei a revista ;-) vinha um artigo com opiniões sobre o casamento homossexual. As opiniões a favor eram de Margarida Rebelo Pinto, Maria João Seixas, Vicky Fernandes e Inês Pedrosa. Do lado do contra estavam Nuno da Câmara Pereira, Isabel Neto e Mário Crespo. É sobre a opinião destes últimos que vou falar.

segunda-feira, março 01, 2010

Atentados Suicidas

Desde a década de 80 do século XX, os atentados suicidas têm vindo a aumentar de uma forma exorbitante... Na década de 80 houveram, em média, 4,7 atentados por ano; na década de 90, 16 atentados; nos primeiros 6 anos da primeira década deste século a média já vai nuns astronómicos 264 atentados por ano...
Mesmo de ano para ano esta subida é bastante visível: em 2001 houve 81 atentados; em 2002, 91 atentados; em 2003, 99 atentados; em 2004, 163 atentados; em 2005, 460 atentados; em 2006, 749 atentados...

Dá que pensar...

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

sábado, fevereiro 20, 2010

Encontro com Christopher Hitchens!

Ontem à noite estive em Lisboa com a Carla a assistir a uma conferência com um dos meus escritores preferidos. É também um livre pensador que muito admiro, e cujas ideias muito influenciaram a maneira como vejo o mundo.

Foi uma grande noite para mim! (E a Carla também gostou!)



domingo, fevereiro 14, 2010

...ou vale?

Porque é que quando queremos dizer que uma coisa não tem valor nenhum, dizemos "não vale nada"? Se não vale nada, é porque vale alguma coisa. A não ser que "nada" tenha algum valor (muito baixo), o correcto será dizer que algo "vale nada".

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Andará o D. António Policarpo confuso?...

D. José Policarpo diz que a Igreja jamais aceitará que se chame casamento à união entre pessoas do mesmo sexo!
Pois claro, a igreja fará como entender. Eu só não sabia que a Igreja estava a pensar permitir uniões do mesmo sexo dentro da sua comunidade... Será que anda??? Pois, não me parece... Mas então, de que estará o D. Policarpo a falar? Será do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo? A Igreja não quer chamar casamento ao casamento entre pessoas do mesmo sexo? Será isso? Bom, desde que se limitem a falar uns com os outros, não me parece que isso venha a causar qualquer problema. Por mim até podem deixar completamente de falar português, e começar a falar em latim! Quanto ao resto de nós, e quando se reportarem ao estado laico português, vão ter de falar e usar o nosso vocabulário.
Já agora, aqui fica uma ajuda (tente encontrar a referência à orientação sexual...):

casamento
(casar + -mento)
s. m.
1. Acto ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais.
3. Cerimónia ou ritual que efectiva esse contrato ou união.
4. Fig. União, associação, vínculo.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Concerto para dois violinos em Ré menor, BWV1043

Johann Sebastian Bach é um dos meus compositores favoritos.
Se os violinos pudessem falar, se pudessem amar, se pudéssemos ouvi-los enquanto conversavam apaixonados, era assim que soavam...

Inland Empire: alguns cantos alinhados

Estamos a começar a levantar o véu. Espero que no início do próximo ano lectivo (o mais tardar) já consiga ter uma teoria sobre a história do filme capaz de o explicar por completo. Entretanto, aqui fica a prova de que estamos (eu e a Carla) a trabalhar para isso...

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Lost Highway

"Sometime during the shooting, the unit publicist was reading up on different types of mental illness, and she hit upon this thing called "psychogenic fugue." The person suffering from it creates in their mind a completely new identity, new friends, new home, new everything - they forget their past identity. This has reverberations with Lost Highway, and it's also a musical term. A fugue starts off one way, takes up on another direction, and then comes back to the original, so it [relates] to the form of the film."

David Lynch

sexta-feira, janeiro 08, 2010

O casamento do Dr. Diogo Freitas do Amaral

No artigo publicado na revista Visão nº879, nas páginas 38 e 39, o Dr. Diogo Freitas do Amaral esclarece-nos sobre o que é o casamento. Começa muito bem ao dizer que "o facto de a qualificação das uniões homossexuais como «casamento» não existir senão numa escassa dezena de países(...) devia levar-nos a meditar sobre se estamos perante o início de uma evolução irreversível, ou apenas diante de uma moda passageira". Estou de acordo, embora tenha quase a certeza que depois do mesmo tempo de meditação, chegaremos a conclusões diferentes.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Inland Empire

Há uns anos atrás dei por mim a procurar na net alguma explicação para a música "Hotel California", dos Eagles. A banda não parecia muito interessada em dar qualquer explicação (talvez para nos deixar a pensar no assunto), e os internautas lá iam especulando sobre um hotel perdido no deserto, ou um manicómio abandonado. Nunca me passou pela cabeça que o mesmo me fosse acontecer com um filme.
Acabei há pouco de ver "Inland Empire", de David Lynch, e fiquei um pouco confuso. O filme é sobre uma actriz que parece apaixonar-se pelo actor que está a protagonizar um filme com ela, e começa a confundir a realidade com o próprio filme que protagoniza. Mas "Inland Empire" parece ser muito mais do que isso, eu é que não sei bem o quê... Falta alguma coisa que consiga ligar videntes polacas, máfia polaca, prostitutas, coelhos (???), casais adúlteros, maldições... um emaranhado de acontecimentos que flutuam sem rumo aparente.
Mas, quem sou eu para duvidar do mestre.

Como disse a Carla, era bom podermos estar com ele para o obrigarmos a explicar alguns pormenores, nem que lhe tivéssemos de "encostar uma faca às goelas"...

Ah, já me esquecia, se ainda não viram o filme, vão precisar de 3 horas livres (sem intervalo) para o fazer. E não fiquem com esperanças de perceberem... mas, se perceberem, por favor, expliquem-me...

segunda-feira, janeiro 04, 2010

2010

Há uns dias atrás vi na televisão que existe algum debate sobre se 2010 é, neste milénio, o primeiro ano da segunda década, ou o último ano da primeira década. Fiquei a pensar no assunto uns instantes, e apercebi-me que tudo se resumia a saber se o primeiro ano d.C. era o ano '1' ou o ano '0': se o primeiro ano d.C. for o ano '0', então o ano 9 d.C. é o décimo ano, e fecha a primeira década. Nesse caso o ano 10 d.C. é o primeiro ano da segunda década. Se, pelo contrário, o primeiro ano d.C. for o ano '1', então o ano 10 d.C. é o décimo ano, e é ele que fecha a década, sendo o ano 11 d.C. o primeiro ano da segunda década. Em resumo: se existir o ano 0 d.C., 2010 é o primeiro ano da década, se não existir, 2010 é o último ano da década!
Uma coisa que todos aprendemos como certa, é que, por exemplo, do século XVI, isto é, do décimo-sexto século, fazem parte os anos que vão desde 1500 a 1599, inclusive: são cem anos, sendo que 1500 é o primeiro, e 1599 o último. Do mesmo modo, o século II vai desde o ano 100 até ao ano 199. As primeiras décadas d.C. fazem parte do primeiro século (século I), e aqui é que está o segredo: se não existir ano '0', o primeiro século vai desde o ano '1' até ao ano '99', mas se assim for, o primeiro século só tem 99 anos!!!
Ora, como um século tem de ter 100 dias, então o primeiro ano d.C. tem de ser o ano '0', e por isso, como vimos no início, 2010 é o primeiro ano da segunda década do terceiro milénio.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Discussões

Algumas discussões começam com um pequeno desentendimento, que leva a a um desentimento um pouco maior, que leva a outro ainda maior... Por coisas muitas vezes insignificantes podemos ficar sem falar com outra pessoa, ou de costas voltadas por algum tempo. Uma situação muito desagradável. Muitas vezes temos a razão do nosso lado, muitas vezes não a temos. Mas normalmente a razão está dividida de uma forma que dificulta a resolução do problema. Eu sou uma pessoa que se irrita facilmente, e sabendo isso normalmente tento dar o primeiro passo para resolver a discussão, pois se é difícil ver quem tem razão quando estámos envolvidos na discussão, a verdade é que quando somos facilmente irritáveis, muitas vezes irritámo-nos sem razão suficiente. E não temos noção disso.
Quando estou numa situação desse género fico a pensar como é possível estarmos chateados por tão pouco, mas a verdade é que estámos, e é muito mais difícil resolver o problema do que "fabricá-lo". Se deixámos chegar as coisas a determinado ponto é porque achámos que temos, pelo menos alguma razão, mas por vezes quando olhámos para o problema com mais calma, sentimos que a razão é pequena comparada com o tamanho do problema. Como resolver as coisas? Conversando. Mas e quando as pessoas não se falam? Conversando.
Só assim.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Infidel


Há livros de que gostamos muito, alguns que lemos mais do que uma vez, e alguns que gostaríamos que toda a gente lesse. Eu leio muito, e por isso tenho muitos livros de que gosto muito, alguns que li (ou espero ler) mais de uma vez, e dois ou três que gostaria que toda a gente lesse: por favor, se ainda não o fizeram, leiam este livro: "Infidel - my life" de Ayaan Hirsi Ali (o título em português é "Uma mulher rebelde"). Garanto que não vos vai deixar indiferentes.
O livro conta, na primeira pessoa, a história verídica da política Ayaan Hirsi Ali. Eu gostaria de vos contar pormenores sobre a história, mas perante o dilema: ou conto pormenores de mais, e vou estragar a surpresa; ou não conto nada e deixo-os(as) tirar as suas conclusões - resolvi-me pela segunda solução!
Não é um livro de leitura fácil! Posso-vos dizer que durante a minha leitura do livro houve momentos em que me senti com muita sorte: por ter nascido deste lado do mundo, e por ser homem! Mas foram esses também os momentos em que senti maior angustia... Todos sabemos que não vivemos num mundo perfeito, mas nem todos temos a noção do quão imperfeito ele é... Eu não tinha, pelo menos tão completamente.
Depois de lido o livro, dei comigo a pensar em quantos sub-mundos existem neste nosso "pequeno" mundo, dos quais apenas nos chegam ecos, muitas vezes distorcidos...
Se não acham que têm tempo para ler o livro, têm outra solução, que em alguns aspectos é ainda melhor (para aqueles que entendem inglês): comprem o audiobook lido pela autora, e ouçam-no durante as viagens para o trabalho.