quinta-feira, fevereiro 25, 2010

sábado, fevereiro 20, 2010

Encontro com Christopher Hitchens!

Ontem à noite estive em Lisboa com a Carla a assistir a uma conferência com um dos meus escritores preferidos. É também um livre pensador que muito admiro, e cujas ideias muito influenciaram a maneira como vejo o mundo.

Foi uma grande noite para mim! (E a Carla também gostou!)



domingo, fevereiro 14, 2010

...ou vale?

Porque é que quando queremos dizer que uma coisa não tem valor nenhum, dizemos "não vale nada"? Se não vale nada, é porque vale alguma coisa. A não ser que "nada" tenha algum valor (muito baixo), o correcto será dizer que algo "vale nada".

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Andará o D. António Policarpo confuso?...

D. José Policarpo diz que a Igreja jamais aceitará que se chame casamento à união entre pessoas do mesmo sexo!
Pois claro, a igreja fará como entender. Eu só não sabia que a Igreja estava a pensar permitir uniões do mesmo sexo dentro da sua comunidade... Será que anda??? Pois, não me parece... Mas então, de que estará o D. Policarpo a falar? Será do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo? A Igreja não quer chamar casamento ao casamento entre pessoas do mesmo sexo? Será isso? Bom, desde que se limitem a falar uns com os outros, não me parece que isso venha a causar qualquer problema. Por mim até podem deixar completamente de falar português, e começar a falar em latim! Quanto ao resto de nós, e quando se reportarem ao estado laico português, vão ter de falar e usar o nosso vocabulário.
Já agora, aqui fica uma ajuda (tente encontrar a referência à orientação sexual...):

casamento
(casar + -mento)
s. m.
1. Acto ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais.
3. Cerimónia ou ritual que efectiva esse contrato ou união.
4. Fig. União, associação, vínculo.

terça-feira, janeiro 12, 2010

Concerto para dois violinos em Ré menor, BWV1043

Johann Sebastian Bach é um dos meus compositores favoritos.
Se os violinos pudessem falar, se pudessem amar, se pudéssemos ouvi-los enquanto conversavam apaixonados, era assim que soavam...

Inland Empire: alguns cantos alinhados

Estamos a começar a levantar o véu. Espero que no início do próximo ano lectivo (o mais tardar) já consiga ter uma teoria sobre a história do filme capaz de o explicar por completo. Entretanto, aqui fica a prova de que estamos (eu e a Carla) a trabalhar para isso...

segunda-feira, janeiro 11, 2010

Lost Highway

"Sometime during the shooting, the unit publicist was reading up on different types of mental illness, and she hit upon this thing called "psychogenic fugue." The person suffering from it creates in their mind a completely new identity, new friends, new home, new everything - they forget their past identity. This has reverberations with Lost Highway, and it's also a musical term. A fugue starts off one way, takes up on another direction, and then comes back to the original, so it [relates] to the form of the film."

David Lynch

sexta-feira, janeiro 08, 2010

O casamento do Dr. Diogo Freitas do Amaral

No artigo publicado na revista Visão nº879, nas páginas 38 e 39, o Dr. Diogo Freitas do Amaral esclarece-nos sobre o que é o casamento. Começa muito bem ao dizer que "o facto de a qualificação das uniões homossexuais como «casamento» não existir senão numa escassa dezena de países(...) devia levar-nos a meditar sobre se estamos perante o início de uma evolução irreversível, ou apenas diante de uma moda passageira". Estou de acordo, embora tenha quase a certeza que depois do mesmo tempo de meditação, chegaremos a conclusões diferentes.

terça-feira, janeiro 05, 2010

Inland Empire

Há uns anos atrás dei por mim a procurar na net alguma explicação para a música "Hotel California", dos Eagles. A banda não parecia muito interessada em dar qualquer explicação (talvez para nos deixar a pensar no assunto), e os internautas lá iam especulando sobre um hotel perdido no deserto, ou um manicómio abandonado. Nunca me passou pela cabeça que o mesmo me fosse acontecer com um filme.
Acabei há pouco de ver "Inland Empire", de David Lynch, e fiquei um pouco confuso. O filme é sobre uma actriz que parece apaixonar-se pelo actor que está a protagonizar um filme com ela, e começa a confundir a realidade com o próprio filme que protagoniza. Mas "Inland Empire" parece ser muito mais do que isso, eu é que não sei bem o quê... Falta alguma coisa que consiga ligar videntes polacas, máfia polaca, prostitutas, coelhos (???), casais adúlteros, maldições... um emaranhado de acontecimentos que flutuam sem rumo aparente.
Mas, quem sou eu para duvidar do mestre.

Como disse a Carla, era bom podermos estar com ele para o obrigarmos a explicar alguns pormenores, nem que lhe tivéssemos de "encostar uma faca às goelas"...

Ah, já me esquecia, se ainda não viram o filme, vão precisar de 3 horas livres (sem intervalo) para o fazer. E não fiquem com esperanças de perceberem... mas, se perceberem, por favor, expliquem-me...

segunda-feira, janeiro 04, 2010

2010

Há uns dias atrás vi na televisão que existe algum debate sobre se 2010 é, neste milénio, o primeiro ano da segunda década, ou o último ano da primeira década. Fiquei a pensar no assunto uns instantes, e apercebi-me que tudo se resumia a saber se o primeiro ano d.C. era o ano '1' ou o ano '0': se o primeiro ano d.C. for o ano '0', então o ano 9 d.C. é o décimo ano, e fecha a primeira década. Nesse caso o ano 10 d.C. é o primeiro ano da segunda década. Se, pelo contrário, o primeiro ano d.C. for o ano '1', então o ano 10 d.C. é o décimo ano, e é ele que fecha a década, sendo o ano 11 d.C. o primeiro ano da segunda década. Em resumo: se existir o ano 0 d.C., 2010 é o primeiro ano da década, se não existir, 2010 é o último ano da década!
Uma coisa que todos aprendemos como certa, é que, por exemplo, do século XVI, isto é, do décimo-sexto século, fazem parte os anos que vão desde 1500 a 1599, inclusive: são cem anos, sendo que 1500 é o primeiro, e 1599 o último. Do mesmo modo, o século II vai desde o ano 100 até ao ano 199. As primeiras décadas d.C. fazem parte do primeiro século (século I), e aqui é que está o segredo: se não existir ano '0', o primeiro século vai desde o ano '1' até ao ano '99', mas se assim for, o primeiro século só tem 99 anos!!!
Ora, como um século tem de ter 100 dias, então o primeiro ano d.C. tem de ser o ano '0', e por isso, como vimos no início, 2010 é o primeiro ano da segunda década do terceiro milénio.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Discussões

Algumas discussões começam com um pequeno desentendimento, que leva a a um desentimento um pouco maior, que leva a outro ainda maior... Por coisas muitas vezes insignificantes podemos ficar sem falar com outra pessoa, ou de costas voltadas por algum tempo. Uma situação muito desagradável. Muitas vezes temos a razão do nosso lado, muitas vezes não a temos. Mas normalmente a razão está dividida de uma forma que dificulta a resolução do problema. Eu sou uma pessoa que se irrita facilmente, e sabendo isso normalmente tento dar o primeiro passo para resolver a discussão, pois se é difícil ver quem tem razão quando estámos envolvidos na discussão, a verdade é que quando somos facilmente irritáveis, muitas vezes irritámo-nos sem razão suficiente. E não temos noção disso.
Quando estou numa situação desse género fico a pensar como é possível estarmos chateados por tão pouco, mas a verdade é que estámos, e é muito mais difícil resolver o problema do que "fabricá-lo". Se deixámos chegar as coisas a determinado ponto é porque achámos que temos, pelo menos alguma razão, mas por vezes quando olhámos para o problema com mais calma, sentimos que a razão é pequena comparada com o tamanho do problema. Como resolver as coisas? Conversando. Mas e quando as pessoas não se falam? Conversando.
Só assim.

segunda-feira, outubro 26, 2009

Infidel


Há livros de que gostamos muito, alguns que lemos mais do que uma vez, e alguns que gostaríamos que toda a gente lesse. Eu leio muito, e por isso tenho muitos livros de que gosto muito, alguns que li (ou espero ler) mais de uma vez, e dois ou três que gostaria que toda a gente lesse: por favor, se ainda não o fizeram, leiam este livro: "Infidel - my life" de Ayaan Hirsi Ali (o título em português é "Uma mulher rebelde"). Garanto que não vos vai deixar indiferentes.
O livro conta, na primeira pessoa, a história verídica da política Ayaan Hirsi Ali. Eu gostaria de vos contar pormenores sobre a história, mas perante o dilema: ou conto pormenores de mais, e vou estragar a surpresa; ou não conto nada e deixo-os(as) tirar as suas conclusões - resolvi-me pela segunda solução!
Não é um livro de leitura fácil! Posso-vos dizer que durante a minha leitura do livro houve momentos em que me senti com muita sorte: por ter nascido deste lado do mundo, e por ser homem! Mas foram esses também os momentos em que senti maior angustia... Todos sabemos que não vivemos num mundo perfeito, mas nem todos temos a noção do quão imperfeito ele é... Eu não tinha, pelo menos tão completamente.
Depois de lido o livro, dei comigo a pensar em quantos sub-mundos existem neste nosso "pequeno" mundo, dos quais apenas nos chegam ecos, muitas vezes distorcidos...
Se não acham que têm tempo para ler o livro, têm outra solução, que em alguns aspectos é ainda melhor (para aqueles que entendem inglês): comprem o audiobook lido pela autora, e ouçam-no durante as viagens para o trabalho.

quinta-feira, outubro 08, 2009

Texas on fire...

Cameron Todd Willingham era um idiota e mal educado texano, que batia na mulher, mas que era também o pai de três filhos, que amava. Esses filhos morreram num incêndio em sua casa. Os especialistas forenses declararam que a origem do fogo era criminoso, e Willingham foi preso, julgado e condenado por homicídio, e foi executado.
Só que havia um problema: ela não era o culpado! Os especialistas em incêndio eram da "antiga escola", e não tinham o conhecimento correcto de como um fogo se propaga. Especialistas a sério foram mais tarde ao local do crime, e declararam que o incêndio tinha sido, sem sombra de dúvidas, acidental. Nenhuma daquelas três crianças foi assassinada, mas o pai delas foi morto pelas suas mortes.
Mas isso nem é apenas uma parte da história: o juiz John Jackson, foi procurador no caso, e aparece nos vídeos abaixo a admitir que as provas que apontavam para fogo posto eram poucas, e que tiveram de se basear noutros factores para determinar a culpabilidade de Willingham. Quais factores? Willingham era um rufia com tatuagens de caveiras, que gostava de ouvir Heavy Metal. Por isso, era provavelmente um satanista. Por isso, provavelmente matou os seus três filhos.
Esta foi literalmente a base para determinar a culpabilidade de Willingham, que levou à sua execução.
O estado do Texas matou (mais um) inocente, mas os incompetentes que estiveram por detrás deste caso não foram despedidos nem enfrentam nenhuma acusação. Porquê? Supostamente porque não devem ter tatuagens e ouvem música coutry...
Por causa de casos como este, acabem com a pena de morte...

segunda-feira, setembro 28, 2009

Morrer de Eczema...

Em 2002, a filha de um casal americano, Gloria, estava com um eczema. Incrivelmente, acabou por morrer: embora os eczemas tenham tratamento, os pais não acharam que a medicina "convencional" fosse a melhor opção, e trataram-na com homeopatia (basicamente, deram-lhe água). Foi este ano feita justiça, e os pais foram condenados por homicídio a 10 anos de prisão.

sábado, setembro 26, 2009

Alan Turing

Alan Turing foi um matemático brilhante, e uma peça chave na vitória sobre os Nazis na segunda guerra mundial. Foi também importante nos primórdios da computação, e podemos-lhe agradecer termos hoje em nossa casa computadores pessoais. Em 1952 foi condenado a castração química pelo governo inglês, pelo crime de "indecência grosseira" (era homossexual). Passados dois anos, suicidou-se. Este ano, depois de um abaixo assinado a nível mundial (que eu próprio também assinei) o ter exigido, o governo inglês pediu oficialmente desculpas. Só foi pena ter demorado tanto tempo.

sexta-feira, setembro 11, 2009

Fim das férias...

Acabam este fim-de-semana as férias... e foram boas! ;-)
Passeios para os lados do Gerês, acampamentos em Aveiro e em Paiva, uns dias passados lá pro fundo do país a apanhar sol... Foi bom. Para o ano há mais! Tenho é de começar já a amealhar os trocados...

sexta-feira, agosto 21, 2009

Googlução!

Hoje estava numa situação complicada: precisava enviar um email para uma empresa, mas não sabia o endereço. Lembrei-me de pesquisar na internet, para ver se descobria o nome da empresa, e depois procurar no seu site pelo endereço, mas era uma tarefa complicada, e como não fazia ideia do nome, não me levou a lado nenhum. Foi então que me lembrei do Google! Ora, a empresa era do Porto, e eu sabia a sua morada, por isso fui ao Google Maps, encontrei a rua, e depois, de me posicionar junto ao edifício, usei o Google Street View, que me colocou no meio da rua em frente à empresa. Olhei para o lado, e como por magia, lá estava o nome da empresa! Ainda mais fantástico, conseguia ler em letras pequenas o endereço de email... Fiquei fã.

quarta-feira, agosto 12, 2009

Spider

Este brilhante filme de David Cronenberg, centra-se em Spider (Ralph Fiennes), um homem esquizofrénico, que quando se encontra de volta ao local da sua infância, é levado pelas suas memórias a reviver acontecimentos traumatizantes, e a tomar consciência de que a realidade que a sua doença havia construído não corresponde à realidade dos factos. O que levanta uma questão: será ele capaz de conviver com a verdade? Um filme que exige um envolvimento por parte do expectador, uma vez que não há possibilidade de ser receber a história de forma passiva, a história não nos é dada, tem que ser construída, montada. Recomendo!

domingo, agosto 09, 2009

Mutações

Quando ouvimos falar em mutações vem-nos à cabeça pessoas deformadas, ou com 6 dedos em cada mão. Mas a grande maioria das mutações é neutra, não traz qualquer vantagem ou desvantagem ao seu portador. E há até mutações bastante vantajosas. Vejamos...
Algumas pessoas do cidade de Limone Sul Garda, no norte da Itália, têm uma mutação numa proteína que as torna mais imunes ao colesterol, evitando que tenham arteriosclerose. Já se descobriu o ancestral comum do qual todos são descendentes e que foi o primeiro a ter a proteína mutada, no século XVIII. Não existe historial de ataques cardíacos em nenhum dos descendentes.
Cerca de 10% da população europeia tem uma mutação (CCR5-Δ32) que as torna praticamente imunes ao vírus da SIDA. Pensa-se que essa mutação foi naturalmente seleccionada por imunizar contra outras doenças como a provocada pelo Vírus do Nilo Ocidental e a Varíola.
Uma família alemã tem uma mutação genética que as tornas mais fortes. Houve um caso em que um dos seus filhos nasceu com duas cópias da mutação dos pais (anti-miostatina). Aos 4 anos de idade tinha o dobro da massa muscular de uma criança normal, e metade da gordura.
Uma mutação no gene LRP5 numa família de Connecticut torna os seus ossos praticamente inquebráveis, pois ficam com uma densidade muito acima do normal.
Há também mutações em alguns tibetanos e habitantes dos andes, que lhes permite manterem-se bastante tempo a altitudes elevadas sem sofrerem de apoplexia, e até mutações detectadas em algumas mulheres e que lhes permite verem alguma luz no comprimento de onda dos ultravioleta.

quinta-feira, agosto 06, 2009

O Deus de Dawkins

Acabei de ler há 15 dias o livro 'O Deus de Dawkins', de Alister McGrath. Antes de o fazer, como me pareceu lógico, li alguns dos livros que o mesmo prometia discutir, nomeadamente 'O gene egoísta' e 'O relojoeiro cego', ambos de Richard Dawkins. Dei também uma vista de olhos em algumas palestras de Richard Dawkins nas quais expunha os factos de 'O monte improvável' e 'Decompondo o Arco-Íris'. Devo dizer que vale a pena ler qualquer um destes livros. Nos livros de Dawkins fiquei a aprender muito sobre biologia, em particular sobre selecção natural. Em todos eles Dawkins refutava deus atacava a crença na existência de deus*, e argumentava contra todas as religiões. Depois foi a vez de ler McGrath.