D. José Policarpo diz que a Igreja jamais aceitará que se chame casamento à união entre pessoas do mesmo sexo!
Pois claro, a igreja fará como entender. Eu só não sabia que a Igreja estava a pensar permitir uniões do mesmo sexo dentro da sua comunidade... Será que anda??? Pois, não me parece... Mas então, de que estará o D. Policarpo a falar? Será do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo? A Igreja não quer chamar casamento ao casamento entre pessoas do mesmo sexo? Será isso? Bom, desde que se limitem a falar uns com os outros, não me parece que isso venha a causar qualquer problema. Por mim até podem deixar completamente de falar português, e começar a falar em latim! Quanto ao resto de nós, e quando se reportarem ao estado laico português, vão ter de falar e usar o nosso vocabulário.
Já agora, aqui fica uma ajuda (tente encontrar a referência à orientação sexual...):
casamento
(casar + -mento)
s. m.
1. Acto ou efeito de casar.
2. Contrato de união ou vínculo entre duas pessoas que institui deveres conjugais.
3. Cerimónia ou ritual que efectiva esse contrato ou união.
4. Fig. União, associação, vínculo.
sexta-feira, janeiro 22, 2010
terça-feira, janeiro 12, 2010
Concerto para dois violinos em Ré menor, BWV1043
Johann Sebastian Bach é um dos meus compositores favoritos.
Se os violinos pudessem falar, se pudessem amar, se pudéssemos ouvi-los enquanto conversavam apaixonados, era assim que soavam...
Se os violinos pudessem falar, se pudessem amar, se pudéssemos ouvi-los enquanto conversavam apaixonados, era assim que soavam...
Inland Empire: alguns cantos alinhados
segunda-feira, janeiro 11, 2010
Lost Highway
"Sometime during the shooting, the unit publicist was reading up on different types of mental illness, and she hit upon this thing called "psychogenic fugue." The person suffering from it creates in their mind a completely new identity, new friends, new home, new everything - they forget their past identity. This has reverberations with Lost Highway, and it's also a musical term. A fugue starts off one way, takes up on another direction, and then comes back to the original, so it [relates] to the form of the film."
David Lynch
David Lynch
sexta-feira, janeiro 08, 2010
O casamento do Dr. Diogo Freitas do Amaral
No artigo publicado na revista Visão nº879, nas páginas 38 e 39, o Dr. Diogo Freitas do Amaral esclarece-nos sobre o que é o casamento. Começa muito bem ao dizer que "o facto de a qualificação das uniões homossexuais como «casamento» não existir senão numa escassa dezena de países(...) devia levar-nos a meditar sobre se estamos perante o início de uma evolução irreversível, ou apenas diante de uma moda passageira". Estou de acordo, embora tenha quase a certeza que depois do mesmo tempo de meditação, chegaremos a conclusões diferentes.
terça-feira, janeiro 05, 2010
Inland Empire
Há uns anos atrás dei por mim a procurar na net alguma explicação para a música "Hotel California", dos Eagles. A banda não parecia muito interessada em dar qualquer explicação (talvez para nos deixar a pensar no assunto), e os internautas lá iam especulando sobre um hotel perdido no deserto, ou um manicómio abandonado. Nunca me passou pela cabeça que o mesmo me fosse acontecer com um filme.
Acabei há pouco de ver "Inland Empire", de David Lynch, e fiquei um pouco confuso. O filme é sobre uma actriz que parece apaixonar-se pelo actor que está a protagonizar um filme com ela, e começa a confundir a realidade com o próprio filme que protagoniza. Mas "Inland Empire" parece ser muito mais do que isso, eu é que não sei bem o quê... Falta alguma coisa que consiga ligar videntes polacas, máfia polaca, prostitutas, coelhos (???), casais adúlteros, maldições... um emaranhado de acontecimentos que flutuam sem rumo aparente.
Mas, quem sou eu para duvidar do mestre.
Como disse a Carla, era bom podermos estar com ele para o obrigarmos a explicar alguns pormenores, nem que lhe tivéssemos de "encostar uma faca às goelas"...
Ah, já me esquecia, se ainda não viram o filme, vão precisar de 3 horas livres (sem intervalo) para o fazer. E não fiquem com esperanças de perceberem... mas, se perceberem, por favor, expliquem-me...
Acabei há pouco de ver "Inland Empire", de David Lynch, e fiquei um pouco confuso. O filme é sobre uma actriz que parece apaixonar-se pelo actor que está a protagonizar um filme com ela, e começa a confundir a realidade com o próprio filme que protagoniza. Mas "Inland Empire" parece ser muito mais do que isso, eu é que não sei bem o quê... Falta alguma coisa que consiga ligar videntes polacas, máfia polaca, prostitutas, coelhos (???), casais adúlteros, maldições... um emaranhado de acontecimentos que flutuam sem rumo aparente.
Mas, quem sou eu para duvidar do mestre.
Como disse a Carla, era bom podermos estar com ele para o obrigarmos a explicar alguns pormenores, nem que lhe tivéssemos de "encostar uma faca às goelas"...
Ah, já me esquecia, se ainda não viram o filme, vão precisar de 3 horas livres (sem intervalo) para o fazer. E não fiquem com esperanças de perceberem... mas, se perceberem, por favor, expliquem-me...
segunda-feira, janeiro 04, 2010
2010
Há uns dias atrás vi na televisão que existe algum debate sobre se 2010 é, neste milénio, o primeiro ano da segunda década, ou o último ano da primeira década. Fiquei a pensar no assunto uns instantes, e apercebi-me que tudo se resumia a saber se o primeiro ano d.C. era o ano '1' ou o ano '0': se o primeiro ano d.C. for o ano '0', então o ano 9 d.C. é o décimo ano, e fecha a primeira década. Nesse caso o ano 10 d.C. é o primeiro ano da segunda década. Se, pelo contrário, o primeiro ano d.C. for o ano '1', então o ano 10 d.C. é o décimo ano, e é ele que fecha a década, sendo o ano 11 d.C. o primeiro ano da segunda década. Em resumo: se existir o ano 0 d.C., 2010 é o primeiro ano da década, se não existir, 2010 é o último ano da década!
Uma coisa que todos aprendemos como certa, é que, por exemplo, do século XVI, isto é, do décimo-sexto século, fazem parte os anos que vão desde 1500 a 1599, inclusive: são cem anos, sendo que 1500 é o primeiro, e 1599 o último. Do mesmo modo, o século II vai desde o ano 100 até ao ano 199. As primeiras décadas d.C. fazem parte do primeiro século (século I), e aqui é que está o segredo: se não existir ano '0', o primeiro século vai desde o ano '1' até ao ano '99', mas se assim for, o primeiro século só tem 99 anos!!!
Ora, como um século tem de ter 100 dias, então o primeiro ano d.C. tem de ser o ano '0', e por isso, como vimos no início, 2010 é o primeiro ano da segunda década do terceiro milénio.
Uma coisa que todos aprendemos como certa, é que, por exemplo, do século XVI, isto é, do décimo-sexto século, fazem parte os anos que vão desde 1500 a 1599, inclusive: são cem anos, sendo que 1500 é o primeiro, e 1599 o último. Do mesmo modo, o século II vai desde o ano 100 até ao ano 199. As primeiras décadas d.C. fazem parte do primeiro século (século I), e aqui é que está o segredo: se não existir ano '0', o primeiro século vai desde o ano '1' até ao ano '99', mas se assim for, o primeiro século só tem 99 anos!!!
Ora, como um século tem de ter 100 dias, então o primeiro ano d.C. tem de ser o ano '0', e por isso, como vimos no início, 2010 é o primeiro ano da segunda década do terceiro milénio.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Discussões
Algumas discussões começam com um pequeno desentendimento, que leva a a um desentimento um pouco maior, que leva a outro ainda maior... Por coisas muitas vezes insignificantes podemos ficar sem falar com outra pessoa, ou de costas voltadas por algum tempo. Uma situação muito desagradável. Muitas vezes temos a razão do nosso lado, muitas vezes não a temos. Mas normalmente a razão está dividida de uma forma que dificulta a resolução do problema. Eu sou uma pessoa que se irrita facilmente, e sabendo isso normalmente tento dar o primeiro passo para resolver a discussão, pois se é difícil ver quem tem razão quando estámos envolvidos na discussão, a verdade é que quando somos facilmente irritáveis, muitas vezes irritámo-nos sem razão suficiente. E não temos noção disso.
Quando estou numa situação desse género fico a pensar como é possível estarmos chateados por tão pouco, mas a verdade é que estámos, e é muito mais difícil resolver o problema do que "fabricá-lo". Se deixámos chegar as coisas a determinado ponto é porque achámos que temos, pelo menos alguma razão, mas por vezes quando olhámos para o problema com mais calma, sentimos que a razão é pequena comparada com o tamanho do problema. Como resolver as coisas? Conversando. Mas e quando as pessoas não se falam? Conversando.
Só assim.
Quando estou numa situação desse género fico a pensar como é possível estarmos chateados por tão pouco, mas a verdade é que estámos, e é muito mais difícil resolver o problema do que "fabricá-lo". Se deixámos chegar as coisas a determinado ponto é porque achámos que temos, pelo menos alguma razão, mas por vezes quando olhámos para o problema com mais calma, sentimos que a razão é pequena comparada com o tamanho do problema. Como resolver as coisas? Conversando. Mas e quando as pessoas não se falam? Conversando.
Só assim.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Infidel

Há livros de que gostamos muito, alguns que lemos mais do que uma vez, e alguns que gostaríamos que toda a gente lesse. Eu leio muito, e por isso tenho muitos livros de que gosto muito, alguns que li (ou espero ler) mais de uma vez, e dois ou três que gostaria que toda a gente lesse: por favor, se ainda não o fizeram, leiam este livro: "Infidel - my life" de Ayaan Hirsi Ali (o título em português é "Uma mulher rebelde"). Garanto que não vos vai deixar indiferentes.
O livro conta, na primeira pessoa, a história verídica da política Ayaan Hirsi Ali. Eu gostaria de vos contar pormenores sobre a história, mas perante o dilema: ou conto pormenores de mais, e vou estragar a surpresa; ou não conto nada e deixo-os(as) tirar as suas conclusões - resolvi-me pela segunda solução!
Não é um livro de leitura fácil! Posso-vos dizer que durante a minha leitura do livro houve momentos em que me senti com muita sorte: por ter nascido deste lado do mundo, e por ser homem! Mas foram esses também os momentos em que senti maior angustia... Todos sabemos que não vivemos num mundo perfeito, mas nem todos temos a noção do quão imperfeito ele é... Eu não tinha, pelo menos tão completamente.
Depois de lido o livro, dei comigo a pensar em quantos sub-mundos existem neste nosso "pequeno" mundo, dos quais apenas nos chegam ecos, muitas vezes distorcidos...
Se não acham que têm tempo para ler o livro, têm outra solução, que em alguns aspectos é ainda melhor (para aqueles que entendem inglês): comprem o audiobook lido pela autora, e ouçam-no durante as viagens para o trabalho.
quinta-feira, outubro 08, 2009
Texas on fire...
Cameron Todd Willingham era um idiota e mal educado texano, que batia na mulher, mas que era também o pai de três filhos, que amava. Esses filhos morreram num incêndio em sua casa. Os especialistas forenses declararam que a origem do fogo era criminoso, e Willingham foi preso, julgado e condenado por homicídio, e foi executado.
Só que havia um problema: ela não era o culpado! Os especialistas em incêndio eram da "antiga escola", e não tinham o conhecimento correcto de como um fogo se propaga. Especialistas a sério foram mais tarde ao local do crime, e declararam que o incêndio tinha sido, sem sombra de dúvidas, acidental. Nenhuma daquelas três crianças foi assassinada, mas o pai delas foi morto pelas suas mortes.
Mas isso nem é apenas uma parte da história: o juiz John Jackson, foi procurador no caso, e aparece nos vídeos abaixo a admitir que as provas que apontavam para fogo posto eram poucas, e que tiveram de se basear noutros factores para determinar a culpabilidade de Willingham. Quais factores? Willingham era um rufia com tatuagens de caveiras, que gostava de ouvir Heavy Metal. Por isso, era provavelmente um satanista. Por isso, provavelmente matou os seus três filhos.
Esta foi literalmente a base para determinar a culpabilidade de Willingham, que levou à sua execução.
O estado do Texas matou (mais um) inocente, mas os incompetentes que estiveram por detrás deste caso não foram despedidos nem enfrentam nenhuma acusação. Porquê? Supostamente porque não devem ter tatuagens e ouvem música coutry...
Por causa de casos como este, acabem com a pena de morte...
Só que havia um problema: ela não era o culpado! Os especialistas em incêndio eram da "antiga escola", e não tinham o conhecimento correcto de como um fogo se propaga. Especialistas a sério foram mais tarde ao local do crime, e declararam que o incêndio tinha sido, sem sombra de dúvidas, acidental. Nenhuma daquelas três crianças foi assassinada, mas o pai delas foi morto pelas suas mortes.
Mas isso nem é apenas uma parte da história: o juiz John Jackson, foi procurador no caso, e aparece nos vídeos abaixo a admitir que as provas que apontavam para fogo posto eram poucas, e que tiveram de se basear noutros factores para determinar a culpabilidade de Willingham. Quais factores? Willingham era um rufia com tatuagens de caveiras, que gostava de ouvir Heavy Metal. Por isso, era provavelmente um satanista. Por isso, provavelmente matou os seus três filhos.
Esta foi literalmente a base para determinar a culpabilidade de Willingham, que levou à sua execução.
O estado do Texas matou (mais um) inocente, mas os incompetentes que estiveram por detrás deste caso não foram despedidos nem enfrentam nenhuma acusação. Porquê? Supostamente porque não devem ter tatuagens e ouvem música coutry...
Por causa de casos como este, acabem com a pena de morte...
segunda-feira, setembro 28, 2009
Morrer de Eczema...
Em 2002, a filha de um casal americano, Gloria, estava com um eczema. Incrivelmente, acabou por morrer: embora os eczemas tenham tratamento, os pais não acharam que a medicina "convencional" fosse a melhor opção, e trataram-na com homeopatia (basicamente, deram-lhe água). Foi este ano feita justiça, e os pais foram condenados por homicídio a 10 anos de prisão.
sábado, setembro 26, 2009
Alan Turing
Alan Turing foi um matemático brilhante, e uma peça chave na vitória sobre os Nazis na segunda guerra mundial. Foi também importante nos primórdios da computação, e podemos-lhe agradecer termos hoje em nossa casa computadores pessoais. Em 1952 foi condenado a castração química pelo governo inglês, pelo crime de "indecência grosseira" (era homossexual). Passados dois anos, suicidou-se. Este ano, depois de um abaixo assinado a nível mundial (que eu próprio também assinei) o ter exigido, o governo inglês pediu oficialmente desculpas. Só foi pena ter demorado tanto tempo.
sexta-feira, setembro 11, 2009
Fim das férias...
Acabam este fim-de-semana as férias... e foram boas! ;-)
Passeios para os lados do Gerês, acampamentos em Aveiro e em Paiva, uns dias passados lá pro fundo do país a apanhar sol... Foi bom. Para o ano há mais! Tenho é de começar já a amealhar os trocados...
Passeios para os lados do Gerês, acampamentos em Aveiro e em Paiva, uns dias passados lá pro fundo do país a apanhar sol... Foi bom. Para o ano há mais! Tenho é de começar já a amealhar os trocados...
sexta-feira, agosto 21, 2009
Googlução!
Hoje estava numa situação complicada: precisava enviar um email para uma empresa, mas não sabia o endereço. Lembrei-me de pesquisar na internet, para ver se descobria o nome da empresa, e depois procurar no seu site pelo endereço, mas era uma tarefa complicada, e como não fazia ideia do nome, não me levou a lado nenhum. Foi então que me lembrei do Google! Ora, a empresa era do Porto, e eu sabia a sua morada, por isso fui ao Google Maps, encontrei a rua, e depois, de me posicionar junto ao edifício, usei o Google Street View, que me colocou no meio da rua em frente à empresa. Olhei para o lado, e como por magia, lá estava o nome da empresa! Ainda mais fantástico, conseguia ler em letras pequenas o endereço de email... Fiquei fã.
quarta-feira, agosto 12, 2009
Spider
Este brilhante filme de David Cronenberg, centra-se em Spider (Ralph Fiennes), um homem esquizofrénico, que quando se encontra de volta ao local da sua infância, é levado pelas suas memórias a reviver acontecimentos traumatizantes, e a tomar consciência de que a realidade que a sua doença havia construído não corresponde à realidade dos factos. O que levanta uma questão: será ele capaz de conviver com a verdade? Um filme que exige um envolvimento por parte do expectador, uma vez que não há possibilidade de ser receber a história de forma passiva, a história não nos é dada, tem que ser construída, montada. Recomendo!
domingo, agosto 09, 2009
Mutações
Quando ouvimos falar em mutações vem-nos à cabeça pessoas deformadas, ou com 6 dedos em cada mão. Mas a grande maioria das mutações é neutra, não traz qualquer vantagem ou desvantagem ao seu portador. E há até mutações bastante vantajosas. Vejamos...
Algumas pessoas do cidade de Limone Sul Garda, no norte da Itália, têm uma mutação numa proteína que as torna mais imunes ao colesterol, evitando que tenham arteriosclerose. Já se descobriu o ancestral comum do qual todos são descendentes e que foi o primeiro a ter a proteína mutada, no século XVIII. Não existe historial de ataques cardíacos em nenhum dos descendentes.
Cerca de 10% da população europeia tem uma mutação (CCR5-Δ32) que as torna praticamente imunes ao vírus da SIDA. Pensa-se que essa mutação foi naturalmente seleccionada por imunizar contra outras doenças como a provocada pelo Vírus do Nilo Ocidental e a Varíola.
Uma família alemã tem uma mutação genética que as tornas mais fortes. Houve um caso em que um dos seus filhos nasceu com duas cópias da mutação dos pais (anti-miostatina). Aos 4 anos de idade tinha o dobro da massa muscular de uma criança normal, e metade da gordura.
Uma mutação no gene LRP5 numa família de Connecticut torna os seus ossos praticamente inquebráveis, pois ficam com uma densidade muito acima do normal.
Há também mutações em alguns tibetanos e habitantes dos andes, que lhes permite manterem-se bastante tempo a altitudes elevadas sem sofrerem de apoplexia, e até mutações detectadas em algumas mulheres e que lhes permite verem alguma luz no comprimento de onda dos ultravioleta.
Algumas pessoas do cidade de Limone Sul Garda, no norte da Itália, têm uma mutação numa proteína que as torna mais imunes ao colesterol, evitando que tenham arteriosclerose. Já se descobriu o ancestral comum do qual todos são descendentes e que foi o primeiro a ter a proteína mutada, no século XVIII. Não existe historial de ataques cardíacos em nenhum dos descendentes.
Cerca de 10% da população europeia tem uma mutação (CCR5-Δ32) que as torna praticamente imunes ao vírus da SIDA. Pensa-se que essa mutação foi naturalmente seleccionada por imunizar contra outras doenças como a provocada pelo Vírus do Nilo Ocidental e a Varíola.
Uma família alemã tem uma mutação genética que as tornas mais fortes. Houve um caso em que um dos seus filhos nasceu com duas cópias da mutação dos pais (anti-miostatina). Aos 4 anos de idade tinha o dobro da massa muscular de uma criança normal, e metade da gordura.
Uma mutação no gene LRP5 numa família de Connecticut torna os seus ossos praticamente inquebráveis, pois ficam com uma densidade muito acima do normal.
Há também mutações em alguns tibetanos e habitantes dos andes, que lhes permite manterem-se bastante tempo a altitudes elevadas sem sofrerem de apoplexia, e até mutações detectadas em algumas mulheres e que lhes permite verem alguma luz no comprimento de onda dos ultravioleta.
quinta-feira, agosto 06, 2009
O Deus de Dawkins
Acabei de ler há 15 dias o livro 'O Deus de Dawkins', de Alister McGrath. Antes de o fazer, como me pareceu lógico, li alguns dos livros que o mesmo prometia discutir, nomeadamente 'O gene egoísta' e 'O relojoeiro cego', ambos de Richard Dawkins. Dei também uma vista de olhos em algumas palestras de Richard Dawkins nas quais expunha os factos de 'O monte improvável' e 'Decompondo o Arco-Íris'. Devo dizer que vale a pena ler qualquer um destes livros. Nos livros de Dawkins fiquei a aprender muito sobre biologia, em particular sobre selecção natural. Em todos eles Dawkins refutava deus atacava a crença na existência de deus*, e argumentava contra todas as religiões. Depois foi a vez de ler McGrath.
Nova experiência...
No fim-de-semana passado estive em Arcos de Valdevez com a Carla e a Catarina, em casa de uma amiga da Catarina - a Ana. Pela altura do jantar aconteceu algo que eu nunca pensei presenciar. Já tinha visto em filmes americanos, e sabia que em tempos era bastante comum, mas pensei que esses tempos já eram: a dona Helena, mãe da Ana, antes de começar-mos a comer, (por pouco já não dava) começou a dar graças pela refeição. Foi uma pequena oração, mas deixou-me bastante surpreendido, não estava mesmo à espera. Fez-me imaginar como eram os tempos dos meus pais e dos meus avós. Fez-me viajar para um tempo em que as pessoas viviam para a sua religião. É claro que ainda hoje muita gente o faz, mas a grande maioria já não.
Na refeição seguinte já não nos apanhou desprevenidos... embora eu tenha passado a oração agarrado a uma garrafa de vinho (de 1976), a tentar tirar-lhe a rolha! Para a experiência ter ficado perfeita só faltou ela ter pedido a um de nós para dar as graças! Isso sim, seria engraçado... desde que não fosse eu, claro! ;-)
Na refeição seguinte já não nos apanhou desprevenidos... embora eu tenha passado a oração agarrado a uma garrafa de vinho (de 1976), a tentar tirar-lhe a rolha! Para a experiência ter ficado perfeita só faltou ela ter pedido a um de nós para dar as graças! Isso sim, seria engraçado... desde que não fosse eu, claro! ;-)
segunda-feira, agosto 03, 2009
É assim que eles se apanham... :-P
Diz a menina ao Padre:
- É verdade que deus está em todo o lado?
- Sim, minha querida, deus está em todo o lado.
- Então deus também está no quintal da minha avó?
- Sim, minha querida, deus também está no quintal da tua avó...
- MENTIROSO! A minha avó nem sequer tem quintal!!!
- É verdade que deus está em todo o lado?
- Sim, minha querida, deus está em todo o lado.
- Então deus também está no quintal da minha avó?
- Sim, minha querida, deus também está no quintal da tua avó...
- MENTIROSO! A minha avó nem sequer tem quintal!!!
quinta-feira, julho 23, 2009
Nomes de coisas (parte 1)
Saxofone: deve o seu nome a Adolphe Sax, membro da família belga Sax, que concebeu a ideia de construir um instrumento que tivesse a força do metal e as qualidades da madeira. Sax inventou uma família de saxofones de 14 tamanhos, desde o soprano alto até ao contrabaixo.
Condom (preservativo): considera-se como seu inventor oficial o anatomista e cirurgião Garbiele Falopio, mas na altura não teve grande êxito pois era bastante incómodo, sendo que um século mais tarde o conde de Condom te-lo-ia aperfeiçoado a mando do rei Carlos II de Inglaterra. No entanto, etimólogos propõem teorias alternativas: a palavra pode provir do latim condus que significa "aquilo que conserva", ou do persa kondu, "uma vasilha para guardar grão".
Sanduíche: tudo começou numa mesa de bridge. Lorde John Eduard Montagu, quarto conde de Sandwich, tinha tal amor aos jogos de cartas que não se levantava da mesa de jogo nem para comer. Então o seu cozinheiro teve a ideia de lhe servir um bife de vaca entre duas metades de pão.
Cocktail Molotov: o seu nome deriva de Viacheslav Mikhailovich Molotov, político russo que defendeu fervorosamente o seu uso entre as tropas soviéticas. Uma versão semelhante tinha sido usada, alguns anos antes, pelas forças republicanas durante a Guerra Civil espanhola.
Mauser: deve o nome aos seus criadores Peter Paul von Mauser e seu irmão Wihelm, que desenharam esta espingarda com culatra de ferrolho adoptada em 1871 pelo exército alemão. A sua fábrica serviu mais tarde como fábrica de máquinas costura, só voltando a produzir armas com a chegada de Hitler ao poder. Rapidamente outras nações começaram a fazer as suas encomendas.
Nicotina: quando Colombo chegou à América não deu importância ao tabaco, no entanto o novo vício foi-se introduzindo em Espanha e Portugal. Quem levou a planta ao resto da Europa foi o embaixador francês em Lisboa, Jean Nicot de Villemain tendo o seu apelido ficado na história no nome científico da planta (Nicotiana tabacum).
Condom (preservativo): considera-se como seu inventor oficial o anatomista e cirurgião Garbiele Falopio, mas na altura não teve grande êxito pois era bastante incómodo, sendo que um século mais tarde o conde de Condom te-lo-ia aperfeiçoado a mando do rei Carlos II de Inglaterra. No entanto, etimólogos propõem teorias alternativas: a palavra pode provir do latim condus que significa "aquilo que conserva", ou do persa kondu, "uma vasilha para guardar grão".
Sanduíche: tudo começou numa mesa de bridge. Lorde John Eduard Montagu, quarto conde de Sandwich, tinha tal amor aos jogos de cartas que não se levantava da mesa de jogo nem para comer. Então o seu cozinheiro teve a ideia de lhe servir um bife de vaca entre duas metades de pão.
Cocktail Molotov: o seu nome deriva de Viacheslav Mikhailovich Molotov, político russo que defendeu fervorosamente o seu uso entre as tropas soviéticas. Uma versão semelhante tinha sido usada, alguns anos antes, pelas forças republicanas durante a Guerra Civil espanhola.
Mauser: deve o nome aos seus criadores Peter Paul von Mauser e seu irmão Wihelm, que desenharam esta espingarda com culatra de ferrolho adoptada em 1871 pelo exército alemão. A sua fábrica serviu mais tarde como fábrica de máquinas costura, só voltando a produzir armas com a chegada de Hitler ao poder. Rapidamente outras nações começaram a fazer as suas encomendas.
Nicotina: quando Colombo chegou à América não deu importância ao tabaco, no entanto o novo vício foi-se introduzindo em Espanha e Portugal. Quem levou a planta ao resto da Europa foi o embaixador francês em Lisboa, Jean Nicot de Villemain tendo o seu apelido ficado na história no nome científico da planta (Nicotiana tabacum).
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